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Maioria dos CIOs planeja mudanças no departamento de TI

Por CIO/EUA
26 de julho de 2010 - 12h35
 
Um dos grandes alavancadores dessa necessidade de transformação é dar mais agilidade aos serviços oferecidos pela área de tecnologia.
 
Na maior parte do tempo, as empresas seguem o ditado popular: em time que está ganhando não se mexe. Ocorre que uma parcela significativa dos CIOs descobriu que precisa fugir a essa regra. Isso acontece pelo fato de que existem vários pontos passíveis de ajuste nos departamentos de TI.
 
Segundo um levantamento da consultoria Forrester Research, realizado com 178 gestores da área de tecnologia da informação, mais da metade deles está preparando planos para instituir um novo modelo para o departamento, nos próximos três anos.
 
Corte de custos, geração de economia e mais consistência nos processo de negócios são os principais fatores que motivam as mudanças programadas pelos CIOs. “Obviamente existe um apetite grande por transformações", constata o analista chefe da Forrester Marc Cecere. Ele aponta que também existe uma outra prioridade que tende a impactar na reestrutura dos departamentos de TI: gerenciar o grande contingente de aplicativos.
 
Vários fatores ligados ao ambiente macroeconômico impulsionam essas mudanças. E nem sempre essas circunstâncias são controláveis pelos CIOs. “A instabilidade causada por um mercado de trabalho escasso, o sobe e desce das bolsas de valores, a inclusão de novas regulamentações do ambiente financeiro e os altos gastos do governo são os principais motivadores dessa dinâmica na matriz de TI corporativa”, pontua Cecere.
Prioridade de mudança
 
O estudo da Forrester aponta que o principal desafio imposto aos departamento de TI é dar mais agilidade aos serviços. Não à toa, esse quesito representa uma prioridade para mais de três quartos dos entrevistados.
 
“Aumentar a eficiência dos departamentos de tecnologia é tão absolutamente crítica, que dá para duvidar da sanidade mental de quem não opta por reforçar essa ideia”, diz o analista. Ele também ressalta que “a frustração experimentada pelos executivos em encontrar um modelo de gestão de TI, que atenda às demandas por flexibilidade e por inovação, sem incorrer nos gastos, fomenta a busca por matrizes de gerenciamento diferenciadas”.
 
Outra questão apontada como um vetor das mudanças é a necessidade de melhorar a gestão dos aplicativos. Isso acontece porque a maioria dos departamentos de TI mantém grupos diferentes para cuidar de determinados softwares. O resultado dessa segregação é um conjunto de ilhas pouco eficiente na alavancagem de resultados.



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