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Lenovo quer 10% de participação de mercado no Brasil em 2014
10 de dezembro de 2009 - 12h53, Por Fabiana Monte, da Computerworld
Atualmente, a fabricante tem menos de 2% de market share no País. Estratégia é crescer nos segmentos de varejo e de pequenas e médias empresas. Sobre aquisição de empresas, Lenovo diz que 'está aberta a conversas sempre, desde que pelo preço certo'.
A fabricante de computadores Lenovo pretende mais que triplicar sua participação de mercado no Brasil até 2014, atingindo, pelo menos 10% de market share no País. Hoje, a presença da empresa no mercado nacional é inferior a 3%, de acordo com o presidente e Chief Operation Officer (COO) da companhia, Rory Read. "Em três anos, já queremos dobrar nossa participação de mercado", afirma.
Read visita o País pela primeira vez junto com um grupo de sete outros executivos-chaves da companhia, entre eles o Chief Executive Officer (CEO), Yuanqing Yang, e o vice-presidente sênior de mercados emergentes, Chen Shaopeng. A visita termina nesta sexta-feira (11/12), após cinco dias de encontros com parceiros e clientes, para conhecer a dinâmica de negócios do Brasil, explica Yang.
A estratégia da fornecedora para o Brasil é ganhar espaço no segmento de pequenas e médias empresas, além do varejo. Entre as grandes corporações, a Lenovo tem presença mais forte, devido ao legado da marca IBM, de quem comprou a divisão de PCs há 4,5 anos. No varejo, a Lenovo ainda possui tímida atuação, em 100 ou 200 lojas.
A meta é expandir a base para 300 a 400 pontos nos próximos meses, já com uma oferta mais ampla de produtos. "Estamos em 10 redes varejistas, como FNAC, Casas Bahia e Extra", diz o CEO. "Temos 10% de market share nas Casas Bahia, mas apenas um produto à venda lá. Seremos mais agressivos no futuro do que somos hoje", avalia.
Embora não revele valores, Rory Read ressalta que a empresa vai realizar investimentos no País, especialmente em marketing e recursos humanos. "Vamos ampliar nossos investimentos entre 20% e 25% nos próximos três anos", diz. Os planos da empresa, no entanto, não incluem a instalação de uma fábrica própria da Lenovo no Brasil, no curto prazo.
A fabricante continuará a investir em acordos com manufaturas locais - hoje, são três as empresas que produzem para a Lenovo no Brasil: Flextronics, Quanta e Compal, com capacidade de produção anual de 500 mil computadores ao ano. Este volume deve duplicar em 12 meses. "Não descartamos a possibilidade de ter uma fábrica no Brasil, mas hoje alavancar a produção por meio de parceiros é mais adequado, até por uma questão de escala", avalia.
A compra de uma fabricante de PCs no Brasil não é descartada pelos executivos da Lenovo, mas tanto Read quanto Yang dizem que a Lenovo está sempre "disposta a conversar", desde que pelo preço certo. A Positivo Informática foi alvo de ofertas da Lenovo este ano, mas o negócio não foi para frente. "Nossas portas estão sempre abertas para aquisições pelo preço certo", observa Read.
Em relação à recente recompra de sua unidade de celulares, que tinha sido vendida em 2008, Yang diz que o foco da divisão será atuar no mercado chinês, onde o potencial de serviços de terceira geração é grande. A empresa atuará no segmento de aparelhos voltados para conectividades em fio à internet e não produzirá celulares convencionais. "Vamos incubar esse negócio na China, para depois levá-lo para outros mercados, se for o caso".
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